
Carla Modena São Paulo, SP (exibido 30/07/2010)
Modalidade só perde para o futebol em prática no País. A maior parte dos corredores tem entre 35 e 59 anos, fez faculdade e ganha mais de R$ 5 mil por mês.
Fim do dia. É hora de acelerar. Eles buscavam qualidade de vida e encontraram no esporte uma maneira de manter a forma e desestressar. “Começa procurando melhorar suas próprias marcas, seus limites. Quando vê, está envolvido de tal forma que não para mais”, diz o economista Francisco Carlos Bispo.
A corrida já conquistou quatro milhões de pessoas no Brasil e só perde para o futebol. A maior parte dos corredores tem entre 35 e 59 anos, fez faculdade e ganha mais de R$ 5 mil por mês.
O esporte ainda é dominado pelos homens, mas as mulheres estão pegando gosto. “Primeiro eu comecei a correr para manter o peso, agora eu corro porque me faz bem. Eu relaxo enquanto corro, espaireço, é muito bom”, afirma a bibliotecária Adriana Lima Benjamin.
Esse é um esporte bastante democrático. Dá pra correr na rua, no parque, na esteira. Qualquer pessoa saudável pode praticar sem gastar muito, mas, para quem quiser torrar dinheiro, não faltam opções.
A feira para corredores em São Paulo mira um mercado que cresce 30 % ao ano, segundo os organizadores, e que movimenta muito dinheiro.
“A gente tem uma estimativa, que hoje, no Brasil, o mercado já movimenta cerca de R$ 5 bilhões, sendo que uma boa parcela disso vem da indústria de calcados, e a outra parcela, significativa, da indústria de vestuário para o esporte”, diz o diretor da feira, Sérgio Bernardi.
Objeto do desejo, os tênis mais cobiçados podem custar entre R$ 500 e 600.
“Com o passar do tempo, a gente vai buscando performance. Aí você começa a escolher tênis, relógio, exigindo um pouco mais”, explica o professor Rubens Jesus.
O investimento pode incluir ainda roupas, treinador, inscrição e despesas de viagem. O gasto médio por prova passa de R$ 500. E quem começa não quer parar.
Acesse e assista o video:
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/07/corrida-conquista-4-milhoes-no-brasil-e-movimenta-mercado.html